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10 de março de 2011

Because the sky is blue, it makes me cry, because the sky is blue.

Sabe, é uma coisa estranha você ver alguém partir da sua vida assim, sem mais nem menos.
Não digo apenas dos amores mal-sucedidos, dos tantos que eu deixei escapar ou daqueles que eu quis que me fossem tirados.
Há algum tempo as coisas vem acontecendo em torrentes que me fazem crer que tem algo errado nesse ano de 2011 que mal começou. E quem me conhece sabe que eu não sou de reclamar das coisas tão facilmente.
Ok, começamos por partes...
Quando você vê que uma pessoa tão querida se vai, você até se conforma por todos os bens que ela tinha feito aqui, em vida. Mas, o que não se percebe é que você vai acabar sentindo uma falta enorme de tudo o que era mania dela. Até mesmo aquelas manias irritantes, sabe? Ou um cheiro de cigarro mentolado que ficava no nariz quando ela fumava, ou uma forma estranha e ao mesmo tempo confortante que ela tinha ao falar. E são coisas assim, simples, que fazem falta.
Lembro-me das vezes em que surgiam os pedidos de músicas feitos por ela, sempre dizendo pra gente tocar Beatles... E eu ficava tão satisfeita com aquela carinha contente que ela fazia. E em uma magia contagiante em um sorriso apenas, mostrava-se todo o orgulho que sentia das duas filhas delas... Sim, sempre achei que ela fosse minha segunda mãe.
As coisas já não são mais como antigamente, querendo ou não você acaba virando meio parte de uma coisa maior, tentando não ficar lembrando da morte que você também vai ter que enfrentar um dia.
Bloquear pensamentos ruins, é uma boa forma de se evitar. Mas e quem é que consegue bloqueá-los por muito tempo?
Morte, livre-arbítrio, consequências das coisas que se faz ou deixa de fazer. Tudo tem um preço.
O difícil é que muitas vezes a gente não tem tanto dinheiro pra quitar essa conta. E isso acaba apertando.

Bem, sem mais delongas, queria apenas dizer que sinto uma falta enorme da Neli, e confessar que entre tantas mães, você é uma das melhores que eu já conheci na vida.

Saudades eternas.


Por Carol.

5 de março de 2011

Acho que isso amor.

" (...) - Então Charlie Brown... o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul.
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir… acho que isso é amor. (...)"

Ah, que saudades dos meus tempos de ver Charlie Brown... aqueles tempos sem maldade, sem preocupação. Tempo de querer ser gente grande logo. Ah, se hoje eu soubesse tudo o que eu sei, iria curtir cada segundo da minha infância.

3 de março de 2011

Saudade.

Ando numa fase tão Machado de Assis, que não poderia deixar ela passar despercebida, então, aí vai:

"(...) Porque sinto falta de você? Porque esta saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, tua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho, um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade, este sentimento de vazio que me tira o sono me fazendo sentir num triste abandono.
É amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade...
Esta amizade que me fortalece e me enobrece, por ter você. (...)"

2 de março de 2011

Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.


Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão.
Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima,
tinha de ser justo amor, meu Deus?
Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo, aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim.

C.F.A.

1 de março de 2011

Venhas agora, nesse momento...


"(...) É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha...
Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates...
Apague minhas interrogações.
Por que estamos tão perto e tão longe?
Quero acabar com as leis da física, dois corpos ocuparem o mesmo lugar!
Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha.
Não sou pedaço. Mas não me basto.
(...)"

C.F.A.

28 de fevereiro de 2011

Sou talvez a visão que alguém sonhou...

O meu mundo não é como o dos outros. Quero demais, exijo demais.
Há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa. Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

Florbela Espanca.


Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso.


" (...) Acredito que essa moça, no fundo, gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera. Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça.. ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo. (...) "

Caio Fernando Abreu.

28 de janeiro de 2011

É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

" (...) Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão. (...)"

Verônica H.

Dê uma passada no blog da Verônica, aqui.

2 de janeiro de 2011

É.

“Se a vida é um jogo de golfe, eu errei as últimas cinco tacadas.”

Sem mais.