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23 de agosto de 2010

Because I wait for you, believe in me, I need you. I do...


Depois de rabiscar três folhas de caderno, só sobrou um pedaço da música que eu escrevi pra ... Só o que eu não consegui riscar.
Qual música? Aquela que eu comentei em uma tarde chuvosa que tinha escrito pra você e que você nem sequer se importou em ver.

(...)I don't believe in God
I can't believe in angels
I pray for you, every night, every night..
Because I wait for you, believe in me, I need you. I do...
I'll never stop believing in you, never...

I think you know that I don't pretend
When I say I love you. (...)

Mas, afinal, o que te interessas agora saber da música, do meu jeito e todas as outras complexidades da minha pessoa, não é mesmo? É assim, e nada mais. Bye, bye, little brother, adíos compañero.

E o que me resta é só o resto. Como sempre foi...
Lembra do vazio que eu sempre reclamava? Ele tá ficando cada vez pior a cada batida aqui de dentro.
" Because I wait for you, every night, every night..."
Eu rezava, implorava, rogava por você e mais ninguém... Mas, e agora? Me sobrou o que? Nada além dessas desculpas decoradas de uma revista barata.
Tá doendo, apertando, sabe... Mas, isso nem passa na tua humilde e tão gentil cabeça.
E, olha, só mais uma coisa, obrigada por me fazer afundar nessa crise existencial de novo. Como eu nunca mais tinha me afundado. Caí de cabeça no nada... é assim que fala?
"Acende mais um cigarro companheira" Acendo sim... E o vazio não passa. A Sensação de solidão também não. E a lua tá grande e bonita demais pra me ver aqui jogada, suja, puta e triste.
Mas, pode ficar tranquilo, sabe... Toda essa sensação morna de não ter mais vida vai ficar só comigo, bem aqui, escondido.
Não se sinta triste, companheiro. A culpa não foi totalmente sua.
Daqui pra frente vou ir batendo de clínica em clínica pra ver qual me aceita...
Porque, talvez, esse realmente tenha sido o nosso problema. Eu sou louca demais, paranóica demais, problemática demais. Só mais um dos tantos casos que vão parar numa salinha 4x4 da psiquiatria.
E, quisera eu poder mandar no que você sente. E só quero que saibas de mais três coisas: Eu continuo aqui, na rua vazia e suja enquanto como cigarros, canto boleros e grito para velhinhos que passam abraçados.
Demasiadamente bêbada, mas lúcida demais.
E você, se quiseres, podes continuar aí. Fingindo que não vê. Que não ouve meus gritos sufocados.
Mas eu vejo você o tempo todo. Eu ouço sua voz o dia todo...

Por Carolina Poliane Schirmer.

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